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Reflexões de final de ano

  • executiva56
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Ao final do ano, nossos pensamentos naturalmente se voltam à origem e à magia dos tempos passados. Mas é também um momento propício para reflexões necessárias, especialmente sobre os caminhos que escolhemos no exercício da atividade empresarial. Assim, abordaremos um dos temas mais polêmicos em nosso meio, o senhor orçamento.

É essencial questionar: o orçamento que foi ofertado em um contrato passou por uma análise criteriosa?

Um bom orçamento deve ser construído com base em dados concretos sobre o grupo atual de colaboradores e em especial, no perfil dos futuros contratados. Só assim é quase possível garantir um serviço de qualidade e um resultado justo ao final do contrato.


A atividade empresarial impõe responsabilidades em múltiplas dimensões: material, econômica, financeira, física e moral. Apostar no “imaginável”, sem base sólida, é tão assustador quanto o próprio termo. Defina com sua equipe os limites reais dos seus orçamentos. Se não estiverem dentro da margem correta, o aperto será inevitável e o resultado perderá sua utilidade.


Converse com quem participa da formação dos preços. Descubra como pensam, como calculam, como projetam. Evite delegar totalmente a terceiros a responsabilidade sobre passivos que podem surgir. No fim das contas, quem responde é você. Faça a interação desse setor com o responsável pelo operacional e o RH, pois aproximadamente 68% do custo nos remete a folha de pagamento, consequentemente, nas relações interpessoais.

Hoje, há empresas que sugerem encargos na ordem de 68% como se fossem uma grande conquista. O problema é que essas sugestões foram transpostas nas contratações públicas com naturalidade, e hoje os índices sugeridos estão sendo impostos e aceitos sem resistência. Para muitos contratantes, o que importa é apenas o resultado econômico, como se esse fosse o único critério de escolha. Essa filosofia, infelizmente, já começa a contaminar também o setor privado.

Dirijo-me especialmente aos empresários que, em momentos de lazer, podem receber notícias que mudam completamente suas vidas. Um colaborador comete uma proeza desesperadora, e o impacto recai, inevitavelmente, sobre os ombros do responsável econômico da empresa. Já vimos esse filme mais de uma vez.


Peço desculpas pela franqueza, mas amo o que faço. Já participamos ativamente da formação de preços e estamos desenhando um modelo mais intenso de análise, especialmente no setor público. Além das dificuldades de seguir as cláusulas nos editais, há normativas e exigências do Tribunal de Contas que criam uma legislação própria, muitas vezes ofensiva aos direitos trabalhistas e aos tributos.


Com a nova legislação licitatória, alguns artigos nos permitem melhorar nossos argumentos e contestar o estado atual. Mas isso exige investimento e estratégia para mudar as regras do jogo. E, a partir de janeiro do próximo ano, entra em vigor a nova legislação tributária, que irá impactar diretamente no preço dos serviços e no formato dos orçamentos. É hora de repensar nossas propostas com seriedade e visão de futuro.

Vilson Trevisan

Economista CORECON 2.247/PR



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